terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ligar ou desligar?

Você acha que não tem a ver com espiritualidade, mas a espiritualidade está em tudo. Você acreditando ou não...
Sabe que os índios não separam a espiritualidade da vida ‘mundana’?, para eles as coisas são. Essa percepção acho fantástica e ouso dizer, mesmo na minha ignorância, que o maior erro do ser humano foi separar o céu da terra... isso é outro assunto.

Acredito muito em causa e efeito; acho que antes de todas as outras razões é daí que nasceu minha afinidade com o Budismo.

Mesmo tendo uma religião é difícil parar de se questionar.
A gente não decide ser de uma religião e pronto, nossos problemas acabaram. Noto que pelo contrário, eles continuam, mas as percepções quanto a importância e nosso drama em relação as ‘incoerências’ da vida é que mudam. E ainda mais, os questionamentos tendem por vezes ficarem mais profundos.


Outro dia tive uma crise, vocês sabem, voltei de um retiro budista num dia e no dia seguinte, chuvoso devo lembrar, em pleno congestionamento comecei a chorar. Adiantou o retiro ¿ Eu diria que sim, o fato de eu não ter conseguido colocar em prática o que aprendi em um dia no outro seguinte não significa que eu não tenha aprendido nada ou que não possa começar de novo.
Percebo que o ritmo não está certo, o ritmo do mundo me refiro. Ou talvez esteja... não sei.
Problemas no dia a dia sempre houveram, talvez na idade da pedra um dia sem caça fosse bem depressivo. Culpar a época não adianta. Culpar os pais muito menos (sim às vezes faço isso mentalmente, mas logo tento corrigir pensando o quanto eu poderia ser pior e lembrando da famosa música da Legião Urbana “você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo, são crianças como você”).

Estou saindo do foco¿

Ah! Sim, culpa, ninguém tem culpa e ao mesmo tempo todos temos. Acho esta uma das conclusões menos conclusivas que já cheguei na minha vida.
Agora voltando mesmo ao assunto Religião, ando peregrinando, e a única certeza que tenho, tanto por ter lido como por ter ouvido dizerem e até mesmo concluído com minhas lamparinas é que o estado de consciência é que manda... pelo estado de consciência vamos ao céu e pelo estado de consciência vamos ao inferno se quisermos. Ninguém manda a gente para lá ou para cá, a opção é e sempre foi nossa. No entando, considero fundamental a religião, seja qual for (tem dias que quero uma burca, confesso), para justamente alinhar o estado de consciência. É isso, a religião alinha.

De nada adianta eu achar que estou indo bem e perceber que meu vizinho não está, isso me afeta... e nessa todos entram na mesma canoa furada. Ao passo que se eu estou bem, se meu vizinho está bem, se minha família e amigos estão bem a tendência é subirmos o nível e alcançarmos um bem estar coletivo. Isto é a verdadeira egrégora.
Eu lhes digo qual a deficiência em apenas ser e não refletir, o erro está em quando acreditamos que estamos fazendo o bem, mas não estamos. O que é legal para mim, pode não ser para ti.
E então nossas ações vão para o saco de novo. No entanto, quando analisamos as reais necessidades de nós enquanto seres humanos e enquanto espíritos podemos perceber o que é realmente se abster da crueldade e do mal e se aproximar do bem estar e paz. E essa reflexão a religião traz. Esse é o papel fundamental da religião, me corrigiam se eu estiver errada, por favor.

Um comentário:

  1. Gostei do seu post!
    Até me inspirou a fazer um post imenso, mas mais uma vez, é apenas um rascunho.

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