domingo, 23 de agosto de 2009

Da fala

“Essas pesquisas demonstraram que as mães, de uma
forma geral, utilizam uma fala simples, repetitiva, gramatical
e semanticamente ajustada ao nível de compreensão e
interesse da criança.”
(Aquisição da Linguagem: Considerações da Perspectiva da Interação Social, p.329)

Ou seja, mães falam “Neném qué papa¿ Que¿ ò que totoso!”

E essa adaptação não se limita aos primeiros anos de vida do ser, vai se extendendo de acordo com o crescimento e desenvolvimento da fala da criança. Entra ai a função do pai (ou companheiro responsável pela criação) que usa linguagem potêncial a da criança, e ela vai se desenvolvendo nesse trabalho de máximo com o pai e zona de conforto com a mãe.
Lembrei que quando eu era adolescente minha mãe também tentava usar gírias da época, exemplo: “Que balão!”.
Talvez nem todos saibam o que é um balão, pois essa é bem regional das Lages home.
Eu, no meu estado adolecente, dizia: “ Ai mãe, para de falar assim...”
Mal sabia eu que ela apenas estava tentando descer ao meu nível.

Um pouco mais:

Este tipo de fala apresentada à criança é conhecido como
“motherese” (manhês), e segundo os defensores da perspectiva
da interação social dos estudiosos da linguagem, tem a
função de envolvê-la na interação, no intuito de
principalmente se comunicar com ela. É considerada um
tipo de input característico da fala das mães, que apresentam-se
sensíveis ao nível lingüístico da criança, às suas habilidades
sociais e cognitivas, assim como às idéias e interesses da
mesma, incorporando-os ao seu próprio modelo de
produção de fala, (Pine, 1994, citado em Aquisição da Linguagem: Considerações da Perspectiva da Interação Social, p.329).

Um comentário:

  1. Que balão!!! Como assim regional? Achava que o balão era internacional! Oras, quem não sabe oq é um balão? hahaha
    Adorei saber dessas questões! Bem interessante!
    Juju xoxo textinho legalllll!!!

    ResponderExcluir